Fiação Aérea – O Grande desafio, torná-la subterrânea
Enterrar a fiação subterrânea em São Paulo
Eng.Urb.Vagner Landi
Quando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, iniciou o projeto Cidade Limpa muitos criticaram a falta de políticas para acabar com a fiação aérea, que também polui a cidade.
O quilômetro da fiação subterrânea é quatro vezes mais caro do que a aérea, mas este custo tem que ser dividido com as concessionárias de iluminação pública, telefonia, internet e outros que a gente nem sabe.

Experiências em outras cidades do mundo em que o sistema foi substituído, o poder público dividiu os custos com as concessionárias para não repassar totalmente os gastos para as contas dos consumidores.

A paisagem urbana é muito importante principalmente numa cidade como São Paulo, que ao passar dos anos tivemos construções irregulares que fogem do Código de Edificações que é uma Lei, prejudicando o visual. Como a Lei da Cidade Limpa,veio ajudar a inibir a publicidade amadora com placas em frente aos imóveis de maneira desrespeitosa,agredindo aos nossos olhos,mas nesta segunda etapa da Lei,além de punir quem não está respeitando também será combatido a poluição visual da quantidade de postes por metro linear em nossas ruas e avenidas de nossa Sampa.

Lançada em 2007, a Lei Cidade Limpa é um marco na regulamentação de publicidade externa
As estimativas do mercado local para os custos do enterramento de cabos pode ser em torno de 60 bilhões de reais (EUA US $ 37 bilhões), informou uma fonte do mercado disse BNamericas.

Segundo a Eletropaulo são 700 mil postes na cidade,que na minha opinião são muito mais,pois a briga vai ser boa,porque a prefeitura vai impor perante as concessionárias o levantamento real e começar pelos postes que não tem função,isto é os velhos que nunca foram retirados.(Veja outras matérias no Blog do urbanista)

A Eletropaulo distribui energia para cerca de 4 milhões de clientes na cidade através de uma rede de distribuição e transmissão de 23,000 km de comprimento. Eletropaulo opera mais de 70.000 transformadores aéreos nos postes da cidade. Agora quem está de carona neste vandalismo urbano são as empresas de TV a Cabo,Internet,Telefonia,que também vão pagar a conta.

A prefeitura também terá que investir para realocar a maior parte dos 500 mil lâmpadas nos postes.
Esta briga vai ser boa com prefeitura e Eletropaulo e outras,pois quando é tocado no tema sobre a nova legislação,não querem nem saber,mas quando a população abraçar esta idéia o bicho vai pegar e começará uma briga política muito boa com promessas e mais promessas de nossos políticos,esperamos que a melhor qualidade de vida para nós contribuintes vença.

Lógico ,que as principais vias de nossos bairros irão ser as primeiras a serem reformadas,com a força do comércio local e de grandes empreendimentos,visando a valorização urbana,mas muitas ruas ficarão a ver navios,caso a prefeitura não faça sua parte.

Os bairros nobres com maior poder aquisitivo poderão melhorar e muito suas ruas e calçadas,melhorando a acessibilidade para pessoas de mobilidade reduzida e o mobiliário urbano,mas em contra-partida os bairros periféricos continuarão com a fiação exposta por muitos e muitos anos,devido ao processo caro para execução.
A satisfação dos empreendedores com as instalações subterrâneas de energia está superando expectativas devido às muitas vantagens que esses sistemas apresentam,como por exemplo em ruas que já foram embutidas as fiações,exemplo maior da Rua Oscar Freire em São Paulo,como o comércio cresceu e valorizou-se após a medida adotada pela iniciativa privada em conjunto com a prefeitura.( foto abaixo)

Rua Oscar Freire,com fiação embutida,reforma do mobiliário urbano,melhor acessibilidade e visual moderno,valorizando o comércio
Multinacionais, já estão se preparando para a nova tecnologia
“A Pirelli está garantindo as condições para que tecnologias que não passavam de sonho no passado se tornem uma realidade acessível agora”,
A liderança da Pirelli no campo das redes subterrâneas deve-se ao fato de ela ser uma companhia mundial, com presença em países onde essa solução já é largamente utilizada, como França, Inglaterra, Estados Unidos, Itália e Espanha, entre outros.

Nos últimos anos, houve um significativo aumento de serviços postos à disposição do mercado consumidor, os quais, para sua instalação, necessitam da extensão de redes, que poderiam ser em sua maioria subterrânea, porém quase sempre a opção feita é a aérea.
São exemplos destes novos serviços a telefonia, as televisões a cabo, as infovias próprias para a Internet ou para ligações dos sistemas em rede.
Além disso, também dependem de redes a energia elétrica, a água canalizada e o esgoto.
Esta nova realidade exige dos Municípios uma reflexão acerca de como equacionar o problema de modo que:
a) serviços possam ser disponibilizados com a máxima segurança para os munícipes;
b) a disponibilização dos serviços e a respectiva implantação da infra-estrutura estejam compatibilizadas com o processo de planejamento municipal;
c) a extensão das redes não pode transformar as cidades em uma gigantesca “teia de aranha” com cabos suspensos passando de um lado para o outro;
Estas questões se tornaram mais freqüentes após o processo de privatização das empresas estatais e da concessão dos serviços públicos decorrentes da Reforma do Estado, combinado com a abertura para a prestação de serviços públicos ao mercado consumidor. Isso porque a destinação de espaços nas cidades para implantação e ampliação das redes, especialmente destinada às telecomunicações (telefonias fixa e celular, TVs a cabo etc.) têm, de um lado, gerado problemas a serem enfrentados, como por exemplo, a poluição visual, e, de outro, podem constituir-se em importante fonte de recursos a serem revertidos aos cofres públicos municipais.
As redes de infra-estrutura devem acompanhar o processo de planejamento municipal, tanto no crescimento de determinadas regiões da cidade, quanto nas limitações urbanas decorrentes das peculiaridades de cada espaço. A implantação dos serviços públicos que necessitam de redes de infra-estrutura deve, necessariamente, estar compatibilizada com o processo de planejamento da cidade, cuja competência é municipal.
É importante apontar alguns aspectos decorrentes da Lei Federal N.º 9472/97,
Que dispõe sobre os serviços de telecomunicações no Brasil. O art. 62 da constituição reconhece duas espécies de serviços: Interesse restrito e de Interesse coletivo.
No art. 63, estão estabelecidos dois regimes jurídicos para prestação de serviço, um público e outro privado.
– Somente têm obrigação de universalização e continuidade os serviços prestados em regime público.
É sabido que alguns princípios são inerentes ao regime dos serviços públicos, dentre os quais se ressaltam o da continuidade do serviço público e o da igualdade dos usuários.

As disposições da lei em questão dão conta de que nem todo serviço de telecomunicações é público, existindo grande parte deles (entre os quais os denominados serviços corporativos) que não são serviços públicos. Assim sendo, não estão sujeitos ao regime jurídicos público, tampouco às prerrogativas deste regime.
A confiabilidade do sistema:
Para entender por que as redes subterrâneas são tão mais confiáveis e seguras, é preciso entender primeiro por que as redes aéreas são tão sensíveis e perigosas. Acontece que os fios que passam pelas redes aéreas ficam diretamente expostos ao contato com as árvores. É preciso podá-las sempre para que a rede elétrica não acabe sendo desligada por elas, interrompendo o fornecimento de energia para os cidadãos.
As redes subterrâneas são muito mais eficientes principalmente porque não sofrem as interferências do ambiente externo. Por estarem enterradas, elas ficam a salvo desses problemas.
Podar uma árvore custa cerca de 10 dólares. Isso significa que, nas grandes cidades brasileiras, se gasta de 4 a 7 milhões dólares por ano com a poda de árvores. Mas este não é o único problema que ameaça as redes aéreas. Uma vez que os cabos ficam expostos, as intervenções para consertos também precisam ser freqüentes.
Os danos são causados por acidentes com veículos que atingem os postes, raios (descargas atmosféricas), chuvas, contaminação ambiental (poluição, salinidade), ventos e pássaros.
Comparações entre Redes Elétricas
ÁREA
CONVENCIONAL SUBTERRÂNEA
Confiabilidade Baixa Muito Alta
Segurança Baixa Nenhuma
Interferência/Arvores Muito Alta Nenhuma
Derivações Simples Complexas
Resis.Descargas Atmosf. Baixa Alta
Localização de Falhas Fácil Difícil
Campo Elétrico Aberto Confinado
Campo Magnético Médio Baixo
Investimento Inicial 100 180 a 500
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Eng.Urb.Vagner Landi