O já “Decadente Plano Diretor” e o “Futuro de Nossa Capital”

O já “Decadente Plano Diretor” e o “Futuro de Nossa Capital”

Palavras do Eng.Urb.Vagner Landi

O decadente plano diretor que nunca foi revisado e aprovado, pois já se passaram nove anosem São Paulo continua cada vez mais difícil Aprovar Projetos Arquitetônicos, tirar uma Licença de Funcionamento, e vamos empurrando com a barriga até a cidade um dia parar!

O setor privado e a sociedade civil estão a espera da boa vontade do poder público e da  Câmara Municipal e dos nossos burocráticos técnicos da prefeitura que tudo vêm mas nada fazem.

A verticalização continua crescendo com aproximadamente 190 mil novos apartamentos nos últimos seis anos na capital paulistana, com taxas esgotadas de potencial construtivo em 15% dos 96 distritos da capital paulistana.

A distribuição dos investimentos não condiz com uma regra básica no Plano Diretor criado em 2002 e ainda não revisado, que é a geração de emprego perto da moradia e a facilidade de aprovar um projeto e licenciá-lo rapidamente dentro das regras dos planos diretores estratégicos para cada subprefeitura.

O modelo de desenvolvimento urbano, as Zonas de Uso e Ocupação do Solo, a permissão de usos residenciais, comerciais, industriais na geografia das regiões da capital de São Paulo são muito falhos em distribuição racional das atividades.

Não podemos pensar em revisar o Plano Diretor, isto é, ”logo teremos que estudar um novo, pois há tantas falhas neste”, pensando apenas em atender as construtoras atrás de mais potenciais construtivos em áreas já saturadas, criando grandes pólos geradores de tráfego.Temos que distribuir e dar mais incentivos fiscais para empreendimentos em áreas mais periféricas, fora no mini anel viário, criar mais bolsões de habitações populares, centros comerciais, deixarem o trabalhador perto do seu emprego.

Colocar em ação todas as Operações Urbanas previstas no Plano Diretor, ajudando assim a criar desenvolvimento urbano, revitalização e urbanização para regiões decadentes, gerando novos empreendimentos através de parcerias entre poder privado e poder público.

Subprefeituras

Os 31 subprefeitos,hoje coronéis da reserva, com boa vontade de criar não têm um poder maior para agir dentro de cada subprefeitura, lógico que estão subordinados a ordens do prefeito, mas a condução estratégica teria que ter uma maior amplitude, pois só mudou o título, hoje Subprefeito, antes Administrador Regional.

 

As verbas poderiam ser mais bem distribuídas e dar mais autonomia aos subprefeitos para melhor atender aos pedidos das comunidades e associações locais e maior punição aos funcionários públicos com regras mais severas em horários de trabalho e melhor atendimento ao munícipe, pois os atendimentos em Subprefeituras deixam cada vez mais a desejar, com funcionários públicos mal humorados, também não recebem aumento há muitos anos!!!

 

 Favelas e Habitações Populares

O modelo de distorção de renda na capital paulistana é tremendo, mas também não podemos admitir favelas em áreas nobres como nos bairros do Brooklin, Campo Belo, Jabaquara, Tatuapé, Belém e outros.

As habitações populares em Zonas de Interesse Social têm que serem intensificadas e proporcionar uma vida mais digna para os menos favorecidos, com uma arquitetura mais moderna, principalmente em áreas nobres onde contemplam Operações Urbanas, desta maneira, impossibilitando um visual de favela vertical.

Mananciais

O que são mananciais?

 Mananciais de água são as fontes, superficiais ou subterrâneas, utilizadas para abastecimento humano e manutenção de atividades econômicas. As áreas de mananciais compreendem as porções do território percorridas e drenadas pelos cursos d´água, desde as nascentes até os rios e represas.

As invasões das áreas lindeiras aos mananciais da nossa capital (veja fotoa cima da Represa Billings,é um negócio bom para alguns políticos, mas muito ruim para São Paulo, pois nossas reservas de água estão cada vez mais ameaçadas e tínhamos que tratar este assunto como prioritário e intimar estes invasores num prazo curto, recadastrando e recolocando-os em habitações populares para recuperar toda a orla verde drenante da faixa não edificante.

Os dados apresentam que nossos mananciais na região metropolitana de São Paulo com 18 milhões de habitantes, que a disponibilidade hídrica da região em relação ao crescimento urbano incluindo as invasões, poluição dos rios Tietê, Pinheiros, Anhangabaú e Tamanduateí, apresenta graves problemas, onde o poder público tem que investir em elevadas obras de tratamento de água poluída em água potável, inflacionando as contas para o contribuinte.

O abastecimento atual de sua população importa mais da metade da água que consome da Bacia do Rio Piracicaba, através do Sistema Cantareira – que estão a mais de70 kmdo centro de São Paulo, para suprir a Billings, Guarapiranga e o Sistema do Alto Tietê, atacados pela invasão urbana.

A produção de água para abastecer nossa capital equivale a 65 mil litros de água por segundo totalizando 5,6 bilhões de litros de água por dia, isto não é brincadeira, então temos que nos conscientizar e começarmos entender a palavra da moda “Sustentabilidade”

Péssima previsão para o futuro do abastecimento de água para nossa capital.

O Instituto Socioambiental mostra que a Bacia Hidrográfica da Billings perdeu, no período de1989 a1999, mais de 6% de sua cobertura vegetal, enquanto a expansão urbana foi de 48%. Segundo estimativas feitas a partir dos dados do Censo2000, apopulação residente nas áreas de mananciais é superior a 1,6 milhões de pessoas (quase 10% do total de moradores da Grande São Paulo). Esse expressivo contingente populacional coloca por água abaixo qualquer solução do problema baseada em remoção total de população e, ao mesmo tempo, exige ações do poder público no sentido de criar condições de melhoria da qualidade ambiental e de vida dos moradores dessas áreas.

A poluição e os esgotos clandestinos oriundos de invasões ajudam a proliferar algas sobre as águas da represas da nossa capital.

Veja esta foto abaixo quando a vegetação aquática toma conta das águas da represa do Guarapiranga, zona Sul de São Paulo. Foto: JOSÉ LUIS DA CONCEIÇÃO/AE

O tratamento da água,tarefa difícil para o governo,veja abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Abastecimento_p%C3%BAblico_de_%C3%A1gua

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Sobre engvagnerlandi

Engenheiro Civil , formado Pela Faculdade de Engenharia São Paulo na capital paulistana , Especialista em Uso e Ocupação do Solo , Plano Diretor e Aprovações de Projetos e Licenciamentos na Grande São Paulo. Tem o Urbanismo como convicção , sempre defendendo uma Melhor Qualidade de Vida para os bairros de SAMPA
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2 respostas para O já “Decadente Plano Diretor” e o “Futuro de Nossa Capital”

  1. Pingback: Plano Diretor Estratégico – Prefeitura de São Paulo – Strategic Master Plan – City of São Paulo – | Eng. Urbanista Vagner Landi

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