A Viagem de Trem Morretes / Curitiba – entre as 10 mais ousadas do mundo

 

A Viagem de Trem Morretes / Curitiba

Vamos Curtir essa viagem maravilhosa de Trem que sai da Ferroviária de Curitiba a 993 m do nível do mar , enquanto Morretes está a 9,9 metros, chegando  até a cidade charmosa de Morretes em 68 km

Estação Ferroviária de Curitiba

Horários : Sai  8 :30 h  chega 13 ;15 h a  25 km/ h

O trem tem uma Pessoa/ Guia em cada vagão que vai contando um pouco da história da ferrovia e explicando cada ponto estratégico para fotos maravilhosas , com direito a bebidas e lanches

Foto Irmãos Rebouças.

Ressaltamos a importância dos Irmãos  Rebouças engenheiros  que a 138 anos atrás  projetaram essa ferrovia e apresentaram a D.Pedro II, que contratou empresa com mão de obra que começou com 2 mil homens , chegando ao pico de 5 mil homens para chegar até Paranaguá.

No decorrer da viagem , vemos construções antigas em ruínas da época , o lindo Rio Ipiranga , o Pico do Marombi e a Ponte São João que possui 113 m de comprimento e um vão livre de 70 metros , sendo que as peças em aço fundido vieram na época da Bélgica por navios cargueiros em peças numeradas tipo quebra-cabeça, numa mão de obra de aventuras e muitos acidentes , construída em técnicas seguindo o projeto dos irmãos Rebouças.

No trajeto, além de paisagens deslumbrantes, conta com 41 pontes, dezenas de pontilhões, 13 túneis e marcos da engenharia, como o Viaduto do Carvalho e a Ponte São João, que possui 113 m de comprimento e um vão livre de 70 m.

Curta um pouco a Viagem de Trem

Morro do Marombi e Ponte São João ( fotos tiradas do passeio lado esquerdo do trem )

A Estrada de Ferro sem dúvidas nenhuma é considerada uma das maiores e mais ousadas obras da engenharia nacional, por ser construída com início em 5 de junho de 1880.

O jornal inglês The Guardian , considerou um dos 10 passeios sobre trilhos mais bonitos do mundo, possuindo um valor histórico sem igual para o Estado do Paraná.

Está localizada na maior área contínua preservada de Mata Atlântica do país, trajeto conta com 108,2 km de extensão, ligando a capital paranaense à cidade de Paranaguá, onde está localizado um dos principais portos da região sul do Brasil.

A cidade de Morretes é muito charmosa com bons Restaurantes ( Dica : Restaurante Colonial )

Dica ( Restaurante Camarão – Rodízio de Frutos do Mar ou o famoso Barreado , servido pelo garçon Northon, natural de Morretes.

Eng.Urb. Vagner Landi com o Northon

Existe grupo de voluntários que se reúnem de final de semana para limpar lixo jogado por transeuntes ao redor da ferrovia, muito legal essa iniciativa !!!

Um pouco da história dos  Irmãos Rebouças

(Parte do trecho de citação da CM de Curitiba )

Se hoje Curitiba é a capital do estado do Paraná, tal fato se deve ao empenho e à perseverança de dois irmãos nascidos na Bahia, ambos engenheiros: Antônio e André Rebouças. Filhos de Antonio Pereira Rebouças, os irmãos tornaram-se engenheiros militares e chegaram a estudar na Europa, apesar das limitações culturais, políticas e econômicas impostas aos negros naquele período.

Depois de trabalhar em obras públicas no Rio de Janeiro, André se torna um “voluntário da pátria” e segue para o conflito contra o Paraguai, no qual chegou a participar da Batalha de Tuiuti. Os dois irmãos sempre se esforçaram por apresentar projetos e soluções que visassem a melhoria das condições de vida da população, como foi o caso da distribuição de água no Rio de Janeiro. Sempre enfrentaram percalços de natureza burocrática ou preconceituosa (em razão do fato de serem negros).

Apesar disso, foram eles, por exemplo, os responsáveis por estudos e soluções técnicas que viabilizaram a construção da estrada de ferro que liga Paranaguá a Curitiba. Graças a ambos, o projeto que se reputava infactível, revelou-se promissor e Curitiba pôde reunir condições para tornar-se a capital do estado.

Os irmãos Rebouças não participaram da execução das obras da estrada, mas elas foram realizadas entre os anos de 1880 e 1884. Ao longo de seu percurso existem pontes e túneis cuja precisão e ousadia atraem turistas de todo o mundo até hoje.

Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba

Curitiba , considerada a Capital mais bonita do Brasil , graças a Jaime Lerner , professr, arquiteto, engenheiro civil, urbanista. Foi governador durante dois mandatos e prefeito da capital Curitiba em três ocasiões. Nascido em 17/12/1937 e falecido em 27/05/2021

Não posso deixar de citar Jaime Lerner , meu arquiteto predileto , sem dúvidas , sua visão que mesclava Urbanismo/Desenvolvimento , beneficiando todas as classes sociais com muita visão de Qualidade de Vida.

Fotos tiradas por nossa equipe que podem ser utilizadas e pesquisas C. M de Curitiba e Serra Verde

Deixe seu comentário que o mesmo será publicado e respondido,

Muito Obrigado !!!

Sobre engvagnerlandi

Engenheiro Civil , formado Pela Faculdade de Engenharia São Paulo na capital paulistana , Especialista em Uso e Ocupação do Solo , Plano Diretor e Aprovações de Projetos e Licenciamentos na Grande São Paulo. Tem o Urbanismo como convicção , sempre defendendo uma Melhor Qualidade de Vida para os bairros de SAMPA
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2 respostas para A Viagem de Trem Morretes / Curitiba – entre as 10 mais ousadas do mundo

  1. Jorge Zacharias disse:

    Caro amigo, esta viagem é linda, já fiz! Assusta mas é fantástica! Vamos lutar por ligações ferroviárias comerciais e não somente turísticas. Como a ligação São Paulo a Sorocaba, Campinas, Santos e São José dos Campos. E mesmo São Paulo ao Rio de Janeiro, não um trem bala, caríssimo, mas um trem expresso com recuperação e retificação da via para que alcance mais de 110 Km por hora. E força ao VLT para transporte urbano e intermunicipal…. Monotrilho é mais caro e menos eficiente que o VLT, que é superior ao BRT que estes políticos se apegam em favor do lobby ds empresas de ônibus. Quando um prefieto em São Paulo terá peito para enfrentar este lobby e implantar VLT nos deficitários corredores de ônibus???? E ainda inventam, no caso do governo do Estado, a ligação Tamanduateí ABC com BRT! Quanta falta de visão! Ainda pensam que VLT é “bondinho”, atribuíndo ao sistema um estereótipo deprecitivo, quase um brinquedo, que pode ser pensado para circular no centro da cidade como um mimo turístico!   Desculpe o desabafo! Pela volta dos bondes! Pela implantação do VLT!   Abraço fraterno,   Zacharias

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    • Olá Professor Zacharias, tudo bem.
      Vamos voltar ao tema pois a nossa capital é ônibus demais, que atrapalham a Mobilidade Urbana e poluem demais o ar e nossa audição.
      Implantação de Bondes Elétricos Modernos ( VLT) seria o ideal , principalmente pedagiar o Centro da cidade para automóveis , proibir ônibus e apenas pequenos bondes eletricos ou VLT…. seria ótimo. Estou retomando nosso projeto da Celso Garcia com o Vereador Paulo Frange , relator da Revisão do Plano Diretor de São Paulo.
      abs
      Vagner Landi

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