CDHU-Valorização dos imóveis populares em São Paulo,com Gabriela França do SBT

Jornal do SBT Manhã

O engenheiro urbanista foi convidado pelo SBT para dar opinião sobre a valorização dos imóveis populares de baixa renda em certas regiões da capital paulistana.

Entrevistado pela repórter Gabriela França ( veja abaixo) no jornal da manhã do SBT

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=19259&t=Imoveis

Hoje muitos imóveis populares entregues aos moradores de baixa renda que vieram de cortiços ou favelas,que pagam suas mensalidades de acordo com a renda familiar têm um prazo por lei para poder vender.Muitos adquirem  moradias em áreas nobres da capital paulistana e outros na periferia onde não há um transporte público adequado,escolas,creches,com falta total de infra-estrutura no entorno,não havendo uma valorização comparativa.

Há regiões que a valorização em dois anos atingiu de 300% a 500%,fazendo com que o morador venda seu imóvel antes do mesmo poder ser vendido,sem quitá-lo,por meio de um contrato de gaveta para outra pessoa.Isto acontece até em três meses que adquirido o imóvel,voltando esta pessoa para a favela novamente.incrível !

Outro fato que está acontecendo muito é que certos edifícios,por ter um certo número de andares é exigido elevadores que tornam a manutenção onerando o condomínio e a manutenção do edifício não tem a colaboração monetária por todos,ocasionando  a degradação do local,tornando favelas verticais.

Uma área nobre que será contemplada pela Operação Urbana Água Espraiada é o eixo da Av.Roberto Marinho até o início do bairro do Jabaquara,envolvendo bairros nobres como o Campo Belo e Brooklin,bairros nobres da Zona Sul de São Paulo,onde 10% do investimento é para Habitações de Interesse Social.Estas habitações irão acomodar os moradores de 19 favelas locais cadastradas,podendo tornar no futuro próximo um conflito entre moradores de classes sociais ,se os mesmos não cuidarem bem do seu patrimônio em manutenção para não virarem favelas verticais,um problema social muito sério para esta região da cidade de São Paulo.

Entenda bem a visão da prefeitura para esta obra da Operação Urbana Água Esparaiada.

Para a Prefeitura, a Operação Urbana Água Espraiada valerá o esforço em virtude da melhoria no trânsito. A extensão da Avenida Roberto Marinho até a Imigrantes dará maior fluidez ao tráfego, sobretudo ao tráfego de passagem,aliviando o engarrafamento da Avenida Lino de Moraes Leme e o sistema viário local da região. Hoje a Avenida Roberto Marinho termina na Lino de Moraes conduzindo os motoristas que querem acessar o Jabaquara por uma série de ruas com baixa capacidade de absorção de tráfego. O prolongamento fará com que aqueles que têm por destino os bairros do Jabaquara e Americanópolis, além da própria rodovia dos Imigrantes, possam fazê-lo sem adentrar nos bairros.Além das mudanças no trânsito, a prefeitura pretende realocar as famílias que forem transferidas da região para 4 mil unidades habitacionais. Outras 6 mil unidades serão implantadas em conjunto entre a Prefeitura (por meio da Secretaria Municipal de Habitação) e o Governo do Estado (por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – CDHU).  A via Parque contornará os limites do parque linear e contará com três faixas de tráfegos, num total de 10,5 metros de largura, sendo duas destinadas ao tráfego de veículos em geral e uma destinada ao tráfego de transporte coletivo, em sistema ainda a ser definido, além de possuir uma ciclovia de passeios de 3 metros de largura. Com isso, o tráfego de passagem (aquele que se destina a áreas externas à Operação Urbana) como, por exemplo, quem tem por destino a rodovia dos Imigrantes, ABC e Baixada Santista, seja separado do tráfego local, podendo melhorar a qualidade urbanística da área da superfície da Operação Urbana, na medida em que a poluição sonora e do ar causada podem ser controladas. Assim, o túnel,aliado à implantação do parque de 600.000 m² na superfície, pretende trazer para a região um ganho em  qualidade urbanística e ambiental. O parque, além dos ganhos ambientais, proporcionaria melhorias na drenagem através da formação de lagos de retenção de águas de chuva.

Aumento da população X Habitação Popular

O aumento da população na capital paulistana que hoje chega  ao patamar de ser a sexta maior cidade do planeta com aproximadamente 11,5 milhões de habitantes, tem 5,7% da população total do Brasil e sua região metropolitana, com 19 223 897 habitantes, é a quarta maior aglomeração urbana do mundo.

O déficit da Habitação Popular na cidade de São Paulo é negativo ao ponto de 700 mil novas moradias deverão ser construídas na capital paulistana até 2014, previsto pela PEC-Proposta de Emenda Constitucional 285.

Está previsto,mas as promessas nunca são cumpridas por nossos políticos,pois enquanto não mudarmos o sistema de governar com responsabilidade e leis forem colocadas de maneira respeitosa,poderemos um dia ter uma cidade com uma ‘Melhor Qualidade de Vida”

A PEC 285, da forma como foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara, prevê a destinação de 2% das receitas com impostos federais e 1% da arrecadação dos estados e municípios à habitação de interesse social, pelo prazo de 20 anos.

O índice de famílias que precisam de um lar digno aumenta a cada mês na capital paulistana, pois não para de vir gente de todo o lugar do Brasil e de outros países a procura de emprego, sujeitando-se até ao emprego escravo em confecções em findos de armazéns e outros afins, totalizando um número absurdo de aproximadamente 400 mil famílias a procura de uma chance de ter um lar digno de morar, pois vivem em áreas de risco, terrenos que foram desapropriados pelo governo, onde 60 % estão em praças ou parques públicos.

O novo Plano Diretor de São Paulo, foi criado em 2002 com prazo para ser revisado até 2012, já estamos em 2012 !

A distribuição dos investimentos não condiz com uma regra básica no Plano Diretor, que é a geração de emprego perto da moradia, facilitar e aprovar um projeto e licenciá-lo rapidamente dentro das regras dos planos diretores estratégicos para cada subprefeitura na capital paulistana.

Fizemos uma matéria com o UOL,(veja abaixo),que mostrou o outro lado da moeda,de como são entregues pelo governo as Habitações Populares para os mais desfavorecidos,onde não há por parte da CDHU ,uma fiscalização adequada e uma punição para as construtoras que entregam verdadeiras me..as,que ao serem habitadas e usadas vão aparecendo os erros construtivos,tanto na parte estrutural,hidráulica e elétrica,deixando seus usuários até com saudade de voltar para seu barraco ou seu cortiço,incrível,mas é verdade !

https://engvagnerlandi.wordpress.com/2012/04/28/cdhu-habitacao-popular-engenheiro-urbanista-acompanha-uol-em-materia/

Sobre engvagnerlandi

Engenheiro Civil , formado Pela Faculdade de Engenharia São Paulo na capital paulistana , Especialista em Uso e Ocupação do Solo , Plano Diretor e Aprovações de Projetos e Licenciamentos na Grande São Paulo. Tem o Urbanismo como convicção , sempre defendendo uma Melhor Qualidade de Vida para os bairros de SAMPA
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5 respostas para CDHU-Valorização dos imóveis populares em São Paulo,com Gabriela França do SBT

  1. Pingback: HABITAÇÕES POPULARES em São Paulo – HOUSING POPULAR in São Paulo – サンパウロで人気の住宅 – المسكن الشعبي في ساو باولو | Eng. Urbanista Vagner Landi

  2. Pingback: MINHOCÃO – Elevado Costa e Silva – Demolição ou Veículo Leve sobre Trilhos – High Costa e Silva – Demolition or Light Rail | Eng. Urbanista Vagner Landi

  3. Caro Sr.eng. Vagner Landi:
    Gostaria de saber se a Rua Aprigio Rego Lopes, 25 está no projeto de desapropriação da prefeitura, pois minha mãe vive do aluguel do imóvel. Aguardo resposta.
    Obrigada pela atenção
    Solange Benevento

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    • Olá Solange,
      Não sou a pessoa adequada para te dar este tipo de informação oficial.
      Vá até o Largo Patriarca no prédio da prefeitura que terá informações mais precisas sobre esta obra.
      abs
      Vagner

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  4. Pingback: Operação Urbana Água Espraiada-Desapropriação e Habitação Popular | Eng. Urbanista Vagner Landi

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