Habitacões Populares em São Paulo – Zonas Especiais de Interesse Social – Um caos para a cidade de São Paulo – Housing deficit in the city of São Paulo

Habitações Populares em São Paulo,

Vagner Viena 1Opinião Engº Vagner Landi,

especialista em Política Urbana

Sempre fui um defensor de Habitações Populares , como visto em matéria ao Site Uol em 2012 (link abaixo) , pois estas habitações populares em Zonas Especiais de Interesse Social ( ZEIS ) devem ser intensificadas e proporcionar uma vida mais digna para os menos favorecidos, mas para isto não é só construir Habitações Populares e entregar apenas os prédios simplesmente , mas sim , dentro destes complexos ter uma escola ou creche, posto de saúde ou ambulatório médico, pequenos espaços comerciais, estacionamentos, transporte na porta , para dar uma vida digna a estes pais ou mães de famílias que merecem muito nosso respeito.

Veja vídeo de Audiência Publica com a presença do Eng.Urbano Vagner Landi

http://www.camara.sp.gov.br/zoneamento/audiencia-publica/mooca-1308/

celso garcia

Também defendo e muito que podem ser construídas em bairros de alto poder aquisitivo , mas “apenas”em terrenos públicos sem valor de mercado, pois o custo destes terrenos já consolidados em bairros nobres , não equivalem ao preço final em torno de 115 mil a 200 mil por apartamento , não fechando a conta, pois podem girar em torno de 5 mil a 10 mil o metro quadrado do terreno com construção .

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ZEIS EM BAIRROS NOBRES

Resumindo, política x promessas

A política Bolivariana deste atual partido político tem como finalidade ampliar o fator social , confrontando classes sociais e prometendo habitacoes populares para os movimentos sem terra.

A promessa não pode ser cumprida e a meta prometida para ganhar as eleições do Arco do Futuro do atual programa de governo …… mas está indo tudo água abaixo , gracas aos escândalos do Governo Federal , que não estavam previstos nos planos de Haddad.

Vejam os números em 2012 antes da crise, pois hoje são bem maiores, levando para abaixo a popularidade do atual prefeito.

A  população na capital paulistana aumenta a cada dia e  hoje chega ao patamar de ser a sexta maior cidade do planeta com aproximadamente 11,5 milhões de habitantes,tem 5,7% da população total do Brasil.

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Região Metropolitana, com 19 223 897 habitantes, é a quarta maior aglomeração urbana do mundo.

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A precariedade que vive cerca de três milhões de pessoas em SP ,tem tornado  o déficit da Habitação Popular na cidade de São Paulo negativo ao ponto de 700 mil novas moradias deverão ser construídas na capital paulistana até 2014, previsto pela PEC-Proposta de Emenda Constitucional 285.

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Vejam os dados abaixo:

– 390 mil famílias sem habitação

– 92 mil moram em áreas de risco

– 60% estão em praças ou parques públicos

– 700 mil novas moradias devem ser construídas na capital de SP até 2014

– 670 mil cortiços carecem de reforma

 Favela Aric 1

Matéria abaixo no Blog da Politica Urbana,

https://engvagnerlandi.com/2012/04/28/cdhu-habitacao-popular-engenheiro-urbanista-acompanha-uol-em-materia/#comment-16279

Veja matéria abaixo de Leandro Machado e Emilio Sant’Anna da equipe de Eduardo Geraque da Folha de São Paulo

OUTRO LADO

A CDHU, companhia de habitação do Estado de São Paulo, afirmou que no terreno da favela do Tiquatira (zona leste), que ressurgiu no último ano, está prevista a construção de 704 apartamentos populares.

A unidades serão destinadas a famílias que foram removidas na reintegração de posse de 2010, segundo a empresa do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

O órgão afirma que tentou negociar a saída voluntária dos moradores, mas eles se recusaram a deixar o local.

Diz ainda que, em 2012, devido a projetos de expansão da rede de transporte sobre trilhos, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metrolitanos) e o Metrô solicitaram parte da área para implantação da Estação Tiquatira, da linha 2-verde, levando a CDHU à revisão do projeto do conjunto habitacional.

Sobre a favela do Cimento, entre as pistas da Radial Leste, a Prefeitura de São Paulo afirmou que trabalha para implantar no local um centro de referência no atendimento a moradores de rua, o chamado Centro Pop.

A abertura do espaço depende de uma obra que será finalizada nos próximos meses, diz a prefeitura.

A administração afirma ainda que agentes de assistência social abordam moradores de rua na região para encaminhá-los a albergues.

O prefeito Fernando Haddad (PT) prometeu viabilizar 55 mil moradias sociais na cidade. Até agora, 4.994 foram entregues (9%). 

Nas últimas semanas, a Folha visitou cinco favelas. Uma delas, no Cangaíba (zona leste), ressurgiu em junho do ano passado, após quatro anos. Hoje, tem 2.500 famílias.

Na Radial Leste, uma foi reerguida após ação policial e outra aumentou de tamanho.

Uma quarta, em Guaianases (zona leste), nasceu há um ano num terreno da prefeitura destinado à habitação social. Outra cresceu dentro de um conjunto habitacional no Jaguaré (zona oeste).

Não há dados oficiais que indiquem que o número de favelas em São Paulo diminuiu ou aumentou nos últimos cinco anos. O último levantamento é do IBGE e mostra que, em 2010, existiam 1.643 comunidades em SP.

Sem dados atualizados, urbanistas, militantes e pessoas que atuam na área de habitação social são unânimes: cresceu o número de moradores nessas condições na cidade. São vários os motivos, em uma cidade com um deficit de 230 mil moradias.

A dona de casa Quitéria da Silva, 50, mora em um dúplex em uma das esquinas mais caras de São Paulo, entre as avenidas Luís Carlos Berrini e Jornalista Roberto Marinho. Mas, para fazer a compra do mês, precisa percorrer 4,5 km até a favela de Paraisópolis.

“Não dá para comprar nada nos mercados da Berrini. São muito caros”, diz, na sala de seu apartamento no Jardim Edite, condomínio da Cohab com 252 famílias no Brooklin (zona sul).

Matéria na integra abaixo,

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/08/1673139-com-aluguel-mais-caro-e-desemprego-favelas-ressurgem-em-sao-paulo.shtml

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Favela do Tiquatira na Penha

A Subprefeitura da Penha retirou em 2010 os invasores do local , prometendo construções populares para todos , mas até hoje nada……..então invadiram novamente agora vai ser difícil tirar estas pessoas , pois o crescimento foi assustador, veja abaixo link do site da prefeitura de 2010

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/penha/noticias/?p=16754

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Obrigado !!!

Sobre engvagnerlandi

Engenheiro Civil , formado Pela Faculdade de Engenharia São Paulo na capital paulistana , Especialista em Uso e Ocupação do Solo , Plano Diretor e Aprovações de Projetos e Licenciamentos na Grande São Paulo. Tem o Urbanismo como convicção , sempre defendendo uma Melhor Qualidade de Vida para os bairros de SAMPA
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