Favela do Moinho – Incendio em 22 de dezembro de 2011

Favelas,Incêndios,Desabrigados,Obras Irregulares,Invasões e Agressões ao meio ambiente.

Comentários do Engenheiro Urbanista Vagner Landi

A rotina de uma cidade grande que abriga todas as raças e credos como São Paulo,é voltada para tragédias principalmente nas épocas de finais de ano,com as fortes chuvas que causam desabamentos em áreas de risco,explosões e os famosos incêndios em favelas.

As causas sempre são as duas forças da natureza – Fogo ou Água, mas  em nossa cidade os culpados são o poder público e a própria população e não o fogo ou a água.

Poder Público : O aumento da população na capital paulistana que hoje chega  ao patamar de ser a sexta maior cidade do planeta com aproximadamente 11,5 milhões de habitantes,tem 5,7% da população total do Brasil e sua região metropolitana, com 19 223 897 habitantes, é a quarta maior aglomeração urbana do mundo.

Ver no final deste Post,a população de todos os municípios do Brasil e tabela dos mais/menos populosos

Em contrapartida nossos políticos não souberam suportar o equilíbrio entre crescimento e habitação popular,pensando mais em obras pontuais caríssimas e deixando a população de baixa renda a ver navios.

Governo Federal,Estadual e Municipal,nestes próximos cinco anos querem zerar este déficit habitacional numa luta contra o relógio,que veremos nas propostas políticas para a eleição do próximo prefeito de São Paulo e esperamos que este problema realmente seja resolvido,pois São Paulo precisa de mais amor,mais segurança que são os dois conceitos principais para a melhor qualidade de vida.

População : Também merece metade da culpa,pois o povo não tem educação,não tem respeito pelo trabalho da administração pública,principalmente a população de baixa renda que joga tudo quanto é tipo de lixo nas galerias,córregos e encostas,prejudicando o caminho das águas pluviais e esgotos,ligações clandestinas de esgoto em galerias de águas pluviais,gambiarras em rede elétrica das favelas e muitas outras irregularidades como apoio da população para o tráfego de armas e entorpecentes,favorecendo nas favelas as famosas escolas de bandidos.

Três milhões de pessoas vivem precariamente em SP ,tornado o déficit da Habitação Popular na cidade de São Paulo negativo ao ponto de 700 mil novas moradias deverão ser construídas na capital paulistana até 2014, previsto pela PEC-Proposta de Emenda Constitucional 285.

Muitos cortiços foram nascendo nos bairros de São Paulo,principalmente no eixo centro – Zona Leste ao longo de avenidas deterioradas pelo poder público que nada fez ao longo destes anos,como por exemplo a Avenida Celso Garcia e o déficit para adequação é de 670 mil cortiços com reforma para melhor higiene e habitabilidade.

A meta para o próximo prefeito de São Paulo é adequar estes valores como missão quase impossível para em quatro ou cinco anos zerar, que creio eu, que levará mais de dez além do controle fiscalizatório impedindo a formação de novas favelas, pois 390 mil famílias precisam de um lar digno e respeitoso e 92 mil moram em áreas de risco ou em terrenos que serão desapropriados pelo governo, onde 60 % estão em praças ou parques públicos

Incêndios : Muitos acontecem nestas habitações precárias pelos próprios moradores que enfurecidos colocam fogo no próprio barraco,como acontecido no dia 22 de dezembro de 2011 na favela Moinho e outros que já aconteceram em virtude curtos-circuitos devidos ao grande número de gambiarras na ligações elétricas e sempre quando acontecem dizem que foi planejado ou maldoso,mas não é a verdade.

Os últimos em favelas de Diadema e Osasco ( Grande São Paulo)foram causados por um botijão de gás e vela acesa,outras causas também muito freqüente nestes sinistros segundo informações do Corpo de Bombeiros, as mais elencadas são curto-circuito, displicência ao cozinhar, vazamento de gás ou ato criminoso.

Como surgiu a Favela do Moinho:

Histórico do local que abrigava esta favela do Moinho em Campos Elíseos,Centro da capital paulistana, vem sendo alvo de disputas judiciais entre a prefeitura e os moradores nos últimos anos. Enquanto a administração municipal tenta desapropriar a área e utilizá-la para outros fins, os moradores buscam conquistar o direito de permanecer no local.

A favela surgiu há cerca de 30 anos, quando um grupo de moradores ocupou uma área da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). A empresa foi extinta em 2007 e todos os seus bens repassados à União. Antes, em 1999, o terreno foi leiloado a Mottarone Serviços de Supervisão, Montagens e Comércio Ltda. para saldar as dívidas tributárias da RFFSA.

Em 2006, em reunião de conciliação com a prefeitura, a Mottarone demonstrou interesse em doar o terreno para que fosse destinado aos moradores da favela, mas a prefeitura não aceitou a proposta, sob o argumento de que não era possível alojar as famílias no local.

No mesmo ano, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) emitiu decreto de “utilidade pública para fins de desapropriação”, medida que obriga o proprietário a ceder o terreno mediante indenização. No ano seguinte, a prefeitura entrou na Justiça com uma ação de desapropriação da área.

Em resposta, os moradores se associaram ao Escritório Modelo da PUC (Pontifícia Universidade Católica) –entidade conveniada à Defensoria Pública para defender os interesses de comunidades carentes– e entraram na Justiça com ação coletiva de usucapião em 2008. A medida é válida para famílias que morem em um local por mais de cinco anos e garante a propriedade do imóvel.

O processo está na 17ª Vara Cível do Fórum Ministro Pedro Lessa. Os moradores garantiram na Justiça o direito de aguardar o fim do julgamento morando na favela do Moinho. “O processo estagnou. Faz tempo que não somos convocados pelo juiz”, afirma Francisco Antonio Miranda, 25, presidente da associação de moradores.

Viviam na favela 532 famílias, que totalizavam 1.656 moradores, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os aglomerados urbanos no Brasil, divulgado na última quarta-feira (21). A comunidade ficava entre duas linhas de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a 7-rubi e a 8-diamante. Dentro do terreno havia um prédio abandonado, também ocupado por moradores.

Fotos do incêndio na favela Moinho,

Veja abaixo,matéria com o engenheiro urbanista Vagner Landi no SBT- Jornal da Manhã no dia 14 de novembro de 2011

https://engvagnerlandi.wordpress.com/2011/11/15/favelas-o-submundo-da-habitacao-na-capital-paulistana/

Tabela abaixo,dos mais/menos populosos do Brasil e de todos os municípios do Brasil,

Clique aqui para ver a população de todos os municípios do Brasil 

Sobre engvagnerlandi

Engenheiro Civil , formado Pela Faculdade de Engenharia São Paulo na capital paulistana , Especialista em Uso e Ocupação do Solo , Plano Diretor e Aprovações de Projetos e Licenciamentos na Grande São Paulo. Tem o Urbanismo como convicção , sempre defendendo uma Melhor Qualidade de Vida para os bairros de SAMPA
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